Fondo CS - Casa da Suplicação do Brasil

Área de identidad

Código de referencia

BR RJTJERJ CS

Título

Casa da Suplicação do Brasil

Fecha(s)

  • 1808-05-15 - 1833-01-03 (Creación)

Nivel de descripción

Fondo

Volumen y soporte

Textual: 3,78 metros lineares; 496 processos judiciais; 28 caixas-arquivo.

Área de contexto

Nombre del productor

(1808 a 1833)

Historia administrativa

Em 1808, a família real chegou ao Brasil e, após uma breve estadia em Salvador, instalou-se com sua corte no Rio de Janeiro. Como o tribunal de última instância deveria estar localizado onde residisse o rei, magistrado supremo da justiça, e as comunicações com Portugal estavam interrompidas, a Relação do Rio de Janeiro foi elevada à condição de Superior Tribunal de Justiça pelo alvará de 10 de maio de 1808, passando a se chamar Casa da Suplicação do Brasil. Contudo, além de possuir as atribuições de um órgão de terceira instância, funcionou como um tribunal local para a jurisdição que antes era da Relação do Rio de Janeiro (PIMENTEL, 2020).
A Casa da Suplicação do Brasil era composta por um regedor, nomeado pelo rei, um chanceler, oito desembargadores dos agravos, um corregedor do crime, da corte e casa, um juiz dos feitos da Coroa e Fazenda, um procurador dos feitos da Coroa e Fazenda, um corregedor do cível da corte, um juiz da chancelaria, um ouvidor do crime, um promotor de justiça e seis desembargadores extravagantes (BRASIL, 1808). Além disso, o dispositivo legal que regulou o seu funcionamento definiu que os desembargadores do tribunal teriam a mesma alçada que os ministros de Lisboa, reforçando a equivalência hierárquica entre os dois órgãos judiciais (PODER JUDICIÁRIO, 2011).
Na primeira e na segunda instância, a justiça era exercida por juízes de fora, ouvidores gerais e juízes ordinários. Em 27 de junho de 1808, um novo alvará assinado pelo príncipe regente criou dois cargos de juiz do crime para dois bairros da corte (PORTUGAL, 1808). A partir dessa data, a classe de juízes de direito passou a ser composta por dois juízes do cível e dois juízes do crime. Posteriormente, em 6 de agosto de 1831, um decreto (BRASIL, 1831) dividiu a cidade do Rio de Janeiro em quatro bairros, cada qual com seu respectivo juiz criminal, elevando o número de juízes do crime para quatro e o número total de juízes de direito para seis.
Conforme o item II do alvará de sua criação, a Casa da Suplicação seria também responsável por julgar, em última instância, os agravos ordinários e apelações provenientes do Pará, Maranhão, Ilhas dos Açores, Ilhas da Madeira e da Relação da Bahia (BRASIL, 1808). Entretanto, o Alvará de 6 de maio de 1809 (BRASIL, 1809) determinou que essas apelações voltassem a ser interpostas em Lisboa, restringindo a jurisdição da Casa da Suplicação aos casos oriundos da Relação da Bahia e do distrito da antiga Relação do Rio de Janeiro. Em 1814, uma resolução da Mesa do Desembargo do Paço ampliou novamente a competência do tribunal, incluindo os recursos da comarca de Mato Grosso, que anteriormente eram enviados à Relação do Maranhão (PODER JUDICIÁRIO, 2011).
As atribuições da Casa da Suplicação foram extintas pelas Cortes Gerais Extraordinárias, convocadas após a Revolução do Porto. A lei de 13 de janeiro de 1822 (BRASIL, 1822) reduziu a Casa da Suplicação do Brasil à condição de uma Relação Provincial, mas devido ao processo de independência do Brasil, essa medida não chegou a ser plenamente implementada. Em 1824, a primeira Constituição do Brasil estabeleceu, em seu artigo 163, a criação do Supremo Tribunal de Justiça, que foi instalado em 9 de janeiro de 1829, assumindo as mesmas atribuições da Casa da Suplicação. No entanto, esta última continuou em funcionamento até a promulgação do Decreto de 3 de janeiro de 1833, que restaurou todas as Relações, incluindo a do Rio de Janeiro (PIMENTEL, 2020).

Historia archivística

O fundo documental Casa da Suplicação do Brasil, segundo no quadro de arranjo (vide https://portaltj.tjrj.jus.br/documents/d/portal-conhecimento/acervopermanentefundosdocumentais) estabelecido no PJERJ, conta atualmente com cerca de 614 processos, todos manuscritos, identificados na massa documental acumulada. Como o trabalho de análise ainda está em andamento, este acervo tende a incorporar ao longo do tempo outros processos.

Origen del ingreso o transferencia

Parte da documentação do fundo Casa da Suplicação do Brasil foi recolhida ao Arquivo Nacional (BR RJANRIO EJ) em 1912 pela Corte de Apelação do Distrito Federal, totalizando 39,6 metros lineares de processos judiciais arranjados em duas séries: BR RJANRIO EJ.O.ACI- Apelações Cíveis e BR RJANRIO EJ.O.ACR- Apelações Criminais. Para mais informações acesse: https://sian.an.gov.br/

Área de contenido y estructura

Alcance y contenido

O fundo da Casa da Suplicação do Brasil, reúne documentos manuscritos das mais diversas comarcas do estado, destacando-se processos de inventários, testamentos, partilhas, entre outros.

Valorización, destrucción y programación

O TJRJ avalia, seleciona e elimina de acordo com a Resolução TJ/ OE Nº 08/2022 que aprovou a revisão do Programa de Gestão Documental do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro – PROGED/PJERJ, em consonância com as normativas da Resolução CNJ nº 324/2020.

Acumulaciones

O Fundo da Casa de Suplicação é fechado, portanto não há recolhimento de novos documentos.

Sistema de arreglo

A metodologia adotada para o sistema de arranjo do fundo é a estrutural. As séries, organizadas em cível, criminal e administrativa, estão associadas às comarcas, e as subséries refletem as proveniências, representadas pelas unidades organizacionais, existentes no período e, por último, temos os processos.

Área de condiciones de acceso y uso

Condiciones de acceso

Processos judiciais manuscritos acessíveis em formato original e digital.

Condiciones

A reprodução é condicionada ao compromisso do usuário em fazer uso estritamente pessoal e de pesquisa. As solicitações de acesso aos documentos originais podem ser realizadas ao setor de Atendimento aos Pesquisadores, por meio do e-mail: diged.pesquisadores@tjrj.jus.br.

Idioma del material

  • portugués de Brasil

Escritura del material

    Notas sobre las lenguas y escrituras

    Características físicas y requisitos técnicos

    Documentos manuscritos.

    Instrumentos de descripción

    Plataforma AtoM Rio.

    Existencia y localización de originales

    Existencia y localización de copias

    Unidades de descripción relacionadas

    • Código de referência: BR RJANRIO EJ
    • Entidade Custodiadora: Arquivo Nacional

    Localização: Rio de Janeiro
    Fundo: Casa da Suplicação do Brasil

    Descripciones relacionadas

    Área de notas

    Identificador/es alternativo(os)

    Puntos de acceso por materia

    Puntos de acceso por lugar

    Puntos de acceso por autoridad

    Tipo de puntos de acceso

    Área de control de la descripción

    Identificador de la descripción

    BR RJTJERJ CS

    Identificador de la institución

    BR RJTJERJ

    Reglas y/o convenciones usadas

    CONSELHO NACIONAL DE ARQUIVOS. Nobrade: norma brasileira de descrição arquivística. Rio de Janeiro: Conselho Nacional de Arquivos, 2006.

    Estado de elaboración

    Borrador

    Área de Ingreso